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O Instituto Evandro Chagas, hoje com mais
de 70 anos de estudos no campo da Saúde Pública e da
pesquisa biomédica, nasceu em 1936 em Belém do Pará,
na Amazônia, região cuja extensão territorial
representa cerca de 60% do território nacional, abrigando hoje,
apenas 22 milhões de habitantes, aproximadamente 12% da população
brasileira, com uma densidade populacional de 4 hab/km2.
Numa região onde a ocupação humana tem sido
acompanhada freqüentemente pela diminuição da
qualidade de vida das populações residentes, que convivem
com baixos níveis de educação, falta de saneamento
básico, aumento progressivo das doenças e com a diminuição
proporcional do atendimento em saúde. É esse o cenário
onde se desenvolveu e se desenvolve a história da Instituição,
que desde o seu nascimento se confunde com a História da
Saúde Pública na região.
Historicamente exerce função de destaque em âmbito
nacional e internacional desenvolvendo estudos e investigações
nas áreas de ciências biológicas, meio-ambiente
e medicina tropical, publicados em revistas no Brasil e no exterior,
além de, no campo da saúde pública, apoiar
laboratorialmente a vigilância em saúde.
O IEC atua em seis instâncias diferentes da Saúde
Pública e da pesquisa biomédica: fazendo Vigilância
em Saúde e Meio Ambiente; atendendo a Problemas de Saúde
e Meio Ambiente que emergem nos Estados amazônicos, tais como
surtos de doenças em humanos, mortandade de peixes, suspeita
de contaminação da água por metais, e ou pesticidas
clorados ou fosforados, casos de doença humana não
diagnosticada; como apoio das instâncias Estaduais e Municipais
em demandas que não são atendidas pelos LACENs; em
Projetos de pesquisa na área de Saúde e de Meio Ambiente,
custeados por agências financiadoras no Brasil e do exterior;
na preparação de recursos humanos e em apoio a Secretaria
de Vigilância em Saúde/MS em diferentes circunstâncias.
Do exercício continuado entre a Saúde Pública
e a pesquisa biomédica resulta uma situação
em que a primeira oferece as diretrizes para o desenvolvimento da
segunda, num constante entrosamento entre a Instituição
e as necessidades de pesquisas a serviço da vigilância
em saúde na região.
As seções científicas, cuja tradição
é a pesquisa de campo, trabalham nos laboratórios
com técnicas atualizadas que vão do isolamento dos
agentes até sua caracterização gênica
e análise, incluindo o georeferênciamento e a bioinformática,
a serviço da pesquisa, do diagnóstico e da vigilância
em saúde.
As significativas conquistas da Instituição ao longo
desses anos são páginas escritas pela dedicação
de todos os servidores que aqui militaram e militam. Cada um deles
escrevendo uma frase, que se faltasse, diminuiria a importância
do conjunto.
As dificuldades são muitas, mas o entusiasmo que marcou
a criação da Instituição continua renovado
a cada geração de servidores. Do IEC pode-se dizer,
a cada dia, que somos conduzidos pela razão e movidos pela
paixão.
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