Existem dois tipos diferentes de ciclos
da febre amarela: o ciclo silvestre e o ciclo urbano. A febre amarela
silvestre é uma doença típica de animais, principalmente
de macacos, sendo transmitida do animal doente ao animal sadio por
mosquitos de várias espécies dos gêneros Haemagogus
e Sabethes que vivem somente nas matas. Deste modo, o homem
somente poderá se infectar se for à mata ou às
suas proximidades a passeio ou para exercer alguma atividade sem
estar vacinado. Já a febre amarela urbana é transmitida
do homem doente ao homem sadio através da picada do mosquito
Aedes aegypti (o mesmo da dengue) infectado.
Portanto, ainda há o perigo de disseminação
da doença, pois se uma pessoa for picada na mata por um mosquito
infectado com o vírus da febre amarela (ciclo silvestre)
e vier adoecer numa cidade onde exista o Aedes aegypti em
densidade elevada e aí for picada por este mosquito, este
poderá se infectar e espalhar a doença pela cidade,
provocando uma epidemia da forma urbana da doença.
A doença demora de três a seis dias
para se manifestar e a única forma de evitá-la é
por meio da vacinação.
A vacina está disponível nos postos
de saúde de todo o Brasil e nos postos da Agência
Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA)
presentes em todos os aeroportos do País. Os portos e aeroportos
mantêm permanentemente postos de vacinação.
Recomenda-se que todas as pessoas, especialmente
turistas, com destino às regiões consideradas áreas
endêmicas da febre amarela tomem a vacina. As regiões
Norte e Centro-Oeste, o estado do Maranhão e oeste dos estados
da Bahia, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Santa Catarina
e Rio Grande do Sul são os locais de maior risco de se contrair
a doença. O ideal é se vacinar com dez dias de antecedência
para que o organismo tenha tempo de produzir anticorpos protetores.
Qualquer pessoa pode se vacinar (exceto: pacientes
febris, portadores de câncer, AIDS severa, e pessoas usando
medicamentos imussupressores e menores de 6 meses de idade). Gestantes
somente devem ser vacinadas se o risco de exposição
for muito grande e não puder ser evitada. A revacinação
deve ser feita a cada dez anos. A vacina pode ser aplicada a partir
dos seis meses de vida nos locais de risco e dos doze meses em áreas
indenes. A recomendação é que todos os que
estão planejando viajar para regiões endêmicas
da febre amarela procurem os postos de vacinação e
sejam vacinados.
Para se prevenir contra febre amarela e dengue, é
importante que a população impeça a proliferação
do Aedes aegypti. O combate deve ser feito com a eliminação
dos mosquitos adultos e, principalmente, com o extermínio
dos criadouros de larvas. A água limpa que fica acumulada
em locais como caixas d’água, cisternas, latas, pneus,
cacos de vidro e vasos de plantas, é propícia para
que o mosquito deposite os ovos, que se transformarão em
larvas e depois em mosquitos adultos. São simples os cuidados
que todos devem tomar não apenas no período de maior
incidência de chuva, mas também no cotidiano. Veja
algumas ações abaixo:
1- Encha de areia os pratinhos que são colocados
abaixo dos vasos de plantas;
2- Jogue no lixo qualquer objeto que possa acumular água,
como garrafas e latas;
3- Mantenha a caixa d’água fechada, assim como tonéis
e barris;
4- Lave com escova e sabão garrafas e jarras utilizadas para
guardar água;
5- Despeje o lixo em sacos plásticos, porém nunca
em terrenos baldios;
6- Não deixe água acumulada nas lajes ou calhas;
7- Trate adequadamente a piscina com cloro;
8- Guarde as garrafas, baldes ou latas vazias de cabeça para
baixo.
Caso sua dúvida não tenha sido esclarecida,
entre em contato.
Referência para esclarecimento no Instituto Evandro Chagas
SAARB - Seção
de Arbovirologia e Febres Hemorrágicas
Laboratório de Referência Nacional para Febre Amarela
End.: Av. Almirante Barroso, 492 - Marco - 66090-000 Belém/Pará/Brasil
Tel. Secretaria: +55 (91) 3217-3165
Tel. Posto Médico: +55 (91) 3217-3108
Fax: +55 (91) 3226-5262
E-mail: saarb@iec.pa.gov.br |