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Dúvidas freqüentes

 

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50.

O que é febre amarela?
Quais são os transmissores?
Pode ocorrer transmissão de pessoa para pessoa?
Como posso saber se adquiri febre amarela e não dengue, já que fui picado por um Aedes aegypti?
Quais os sintomas?
Quanto tempo demora para que os sintomas se manifestem?
A doença se chama febre amarela por que quem a contrai fica obrigatoriamente com icterícia?
É fácil confundir a febre amarela com outra doença? O que é decisivo para procurar um médico?
Como posso ter certeza se contraí febre amarela?
Onde são realizados os exames para verificação da febre amarela?
Em quanto tempo sai o resultado de um exame para a identificação do vírus no sangue?
Uma vez adquirida, a febre amarela tem cura?
Como tratar a doença?
Como posso me prevenir contra a febre amarela?
Quem DEVE se vacinar?
No Brasil, quais são as áreas de risco?
Moro em uma área de risco, mas na região urbana, preciso me vacinar?
Não moro em área de risco para febre amarela, mas como o transmissor é o mesmo da dengue, devo tomar logo a vacina para me prevenir?
Após ter sido vacinado, ao sair do posto de vacinação, já estou imunizado?
Eu já tomei a vacina. Preciso revacinar?
Quem NÃO deve se vacinar?
A vacina não pode ser tomada por pessoas com baixa imunidade. Isso quer dizer que quem esteve doente há pouco tempo não pode tomar?
Como avaliar quem tem ou não baixa imunidade?
O que devem fazer as pessoas que não podem se vacinar, como as gestantes e quem tem alergia a ovo?
Quem está tentando engravidar pode tomar a vacina?
Há algum tipo de doença (hipertensão, diabetes, ou outra) que restringe a vacinação?
Quem toma a vacina pode tomar qualquer tipo de medicamento depois?
Se for ingerida bebida alcoólica nas 24 horas anteriores ou seguintes à vacinação, a vacina não terá efeito?
A vacina pode provocar alguma reação adversa?
Deve-se evitar fazer movimentos bruscos com o braço depois da vacinação?
Existe a necessidade de algum jejum (de comida ou mesmo bebida alcoólica) antes ou depois de tomar a vacina?
Faltando dois meses para vencer a vacina, a pessoa deve tomá-la novamente? A imunização é 100% garantida no período de 10 anos ou a eficácia da vacina diminui na medida em que o tempo vai passando?
Uma pessoa sabe que há oito anos tomou algumas vacinas, mas não se lembra se entre elas está a de febre amarela. Ela pode se vacinar novamente?
Se a pessoa perdeu o cartão de vacinação, ela pode ir ao posto se vacinar?
E os hospitais, também estão vacinando?
Viajarei para um dos Estados considerado área de risco, mas ainda não fui vacinado. O prazo de 10 dias para imunicação deve ser levado à risca, ou eu poderia ter o efeito em menos dias?
Como fica a situação das famílias que estão viajando com bebês que têm entre seis meses e um ano? Nacionalmente, é recomendada a vacinação contra febre amarela a partir de um ano de idade. Mas, em alguns Estados considerados área de risco, este limite foi antecipado para seis meses. Os bebês que têm entre seis meses e um ano e estão viajando para estes locais poderão ser vacinados em outros Estados antes da viagem?
Pessoas que farão viagens internacionais e não tomaram vacina antecipadamente podem ser impedidas de viajar por não estar em dia com a vacina?
A vacina está em falta na cidade onde moro. O que eu faço, já que tenho viagem marcada para um local tido como área de risco?
Acabo de retornar de um município que registrou casos de febre amarela. Seria bom tomar a vacina agora, ou é desnecessário?
Há realmente necessidade de preocupação, afinal, a febre amarela não estava erradicada?
Há o risco da doença se espalhar para grandes centros urbanos?
Qual a diferença entre a febre amarela e a dengue, pois ambas são transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti?
Um mosquito picando um macaco contaminado com febre amarela pode transmitir dengue?
Por se tratar do mesmo mosquito transmissor da dengue, a vacina contra febre amarela serve de prevenção também para dengue?
Existe alguma relação entre o retorno da febre amarela com o aquecimento global? O aumento de temperatura e uma maior freqüência de chuvas não podem acelerar o processo de reprodução do mosquito e provocar epidemia?
Como podemos evitar a proliferação do mosquito Aedes aegypti nos centros urbanos?
Como se caracteriza uma epidemia de febre amarela? Quantas pessoas precisam ser identificadas com a doença?
Outros mosquitos que também transmitem febre amarela (mas na zona silvestre) reproduz-se da mesma forma que o Aedes aegypti, ou seja, em água parada? Como podemos prevenir a reprodução desses mosquitos?
Onde posso obter mais informações sobre a febre amarela?

 
 
 

1.

O que é febre amarela?

^ início

 
 


      A febre amarela é uma doença infecciosa febril aguda de gravidade variável. É transmitida por mosquitos contaminados pelo vírus amarílico, um arbovírus do gênero flavivirus, da família Flaviviridae. Ocorre na América Central, na América do Sul e na África. Possui dois ciclos epidemiológicos distintos, podendo ocorrer em áreas silvestres e urbanas.

 
 
 

2.

Quais são os transmissores?

^ início

 
 


      O mosquito da espécie Aedes aegypti é o principal transmissor da febre amarela urbana. Na febre amarela silvestre, os transmissores são mosquitos com hábitos estritamente silvestres, sendo os dos gêneros Haemagogus e Sabethes os mais importantes na América Latina. No Brasil, a espécie Haemagogus janthinomys é a que se destaca na transmissão do vírus. Devido a persistência do vírus em seu organismo por tempo mais longo do que nos macacos, os mosquitos seriam os verdadeiros reservatórios (que abrigam organismos causadores de doenças), além de vetores (que transmitem organismos infecciosos de um hospedeiro a outro).

 
 
 

3.

Pode ocorrer transmissão de pessoa para pessoa?

^ início

 
 


      Não. A febre amarela é transmitida pela picada dos mosquitos transmissores infectados. A transmissão de pessoa para pessoa não existe.

 
     
 

4.

Como posso saber se adquiri febre amarela e não dengue, já que fui picado por um Aedes aegypti?

^ início

 
 


      A febre amarela tem manifestações iniciais idênticas e evolução confundível com a dengue. À semelhança da febre amarela, a dengue pode evoluir para um quadro grave de hemorragia. A principal diferença está na forma grave da febre amarela que provoca icterícia (o vírus acomete o fígado que inflama e o indivíduo adquire coloração amarelada, principalmente no branco dos olhos), o que é muito raro na dengue. A diferenciação pode ser feita através de exames laboratoriais.

 
     
 

5.

Quais os sintomas?

^ início

 
 


      A doença caracteriza-se por febre alta, cefaléia (dor de cabeça), calafrio, náuseas, vômitos, dor lombar, dores musculares e prostração. Nos quadros graves ocorre insuficiência dos rins e do fígado, icterícia, manifestações hemorrágicas (bucais e cutâneas, sangramentos em locais de punção venosa), entre outros quadros.

 
 
 

6.

Quanto tempo demora para que os sintomas se manifestem?

^ início

 
 


      As pessoas costumam apresentar sintomas como febre e dor de cabeça de três a seis dias após a picada do mosquito contaminado.

 
 
 

7.

A doença se chama febre amarela por que quem a contrai fica obrigatoriamente com icterícia?

^ início

 
 


      Por ser uma doença que acomete o fígado, ao inflamar, o órgão deixa a pessoa com coloração amarelada na pele e no branco dos olhos – é a icterícia e daí vem o nome. Há formas mais leves da doença que não chegam a formar a icterícia, mas a febre ocorre em todas as situações.

 
     
 

8.

É fácil confundir a febre amarela com outra doença? O que é decisivo para procurar um médico?

^ início

 
 


      A febre alta e a icterícia são aspectos da febre amarela que podem ser confididos outras doenças, como a hepatite e a leptospirose, além de outras. A presença desses sintomas ou qualquer outra suspeita é suficiente para procurar o médico.

 
 
 

9.

Como posso ter certeza se contraí febre amarela?

^ início

 
 


      Somente através de exames para identificação do vírus ou sorologia. Em caso de suspeita, procure imediatamente um médico.

 
     
 

10.

Onde são realizados os exames para verificação da febre amarela?

^ início

 
 


      Exames de sorologia são feitos pelos Laboratórios Centrais (LACEN) das Secretarias Estaduais de Saúde para verificação de positividade de reagentes para a doença. Para exatidão, exames mais apurados, como o sistema PCR (Polymerase Chain Reaction), são realizados em grandes laboratórios de pesquisa, como é o caso do Laboratório de Referência Nacional para Febre Amarela, do Instituto Evandro Chagas em Belém/PA.

 
     
 

11.

Em quanto tempo sai o resultado de um exame para a identificação do vírus no sangue?

^ início

 
 


      O exame leva no mínimo 15 dias devido a complexidade da técnica aplicada para o isolamento do vírus. Outro exame, a sorologia, fica pronto em 48 horas.

 
     
 

12.

Uma vez adquirida, a febre amarela tem cura?

^ início

 
 


      A febre amarela não é fatal para todas as pessoas que a adquirem. Não há tratamento antiviral específico e o tratamento visa controlar as complicações da doença.

 
     
 

13.

Como tratar a doença?

^ início

 
 


      Não existe um tratamento específico no combate à febre amarela. O paciente deve permanecer em repouso, com reposição de líquidos e perdas sanguíneas quando necessário. Os casos graves devem ser atendidos em UTI (Unidade de Terapia Intensiva), de modo que as complicações sejam controladas e o perigo da morte, eliminado.

 
     
 

14.

Como posso me prevenir contra a febre amarela?

^ início

 
 


      A única forma de evitar a febre amarela é a vacinação. A vacina é totalmente eficaz contra a doença e é gratuita. Ela é produzida pelo Ministério da Saúde, por meio da Fundação Oswaldo Cruz, e está disponível nos postos de saúde em qualquer época do ano. A produção brasileira é referencia mundial. Recomenda-se, também, outras medidas de proteção individual, como usar, sempre que possível, calças e camisetas de manga comprida e repelentes contra insetos.

 
     
 

15.

Quem DEVE se vacinar?

^ início

 
 


      A recomendação de vacinação é para quem vai viajar para as áreas de risco ou quem não tenha sido vacinado nos últimos 10 anos e mora nessas localidades. Especial atenção para pessoas que costumam realizar atividades ecológicas, como caminhar em trilhas, atividades de lazer em áreas de matas, e para trabalhadores rurais.

 
     
 

16.

No Brasil, quais são as áreas de risco?

^ início

 
 


      A febre amarela circula nas áreas de mata das regiões consideradas de risco, como Norte (Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins) e Centro-Oeste (Goiás, Distrito Federal, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul), além dos estados do Maranhão e Minas Gerais. Há, também, as regiões de transição (Oeste dos estados do Piauí, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul) e as de potencial risco (Sul dos estados da Bahia e do Espírito Santo).

 
     
 

17.

Moro em uma área de risco, mas na região urbana, preciso me vacinar?

^ início

 
 


      Consulte a sua caderneta de vacinação. Se você tomou a vacina há mais de 10 anos, faça o reforço. Se tomou depois de 1999, fique tranqüilo, você está imunizado.

 
     
 

18.

Não moro em área de risco para febre amarela, mas como o transmissor é o mesmo da dengue, devo tomar logo a vacina para me prevenir?

^ início

 
 


      Pelas recomendações atuais do Ministério da Saúde, a vacina deve ser tomada apenas pelas pessoas que se dirigem para áreas de transmissão em atividade.

 
     
 

19.

Após ter sido vacinado, ao sair do posto de vacinação, já estou imunizado?

^ início

 
 


      Não. O efeito de proteção começa a contar a partir do décimo dia após a vacinação. Ou seja, quem pretende viajar para as áreas de risco deve ir a um posto de saúde pelo menos dez dias antes.

 
     
 

20.

Eu já tomei a vacina. Preciso revacinar?

^ início

 
 


      A vacina protege a pessoa por dez anos. Ou seja, se você tomou a vacina depois de 1999, não é preciso revacinar. A vacina é totalmente eficaz durante os dez anos.

 
     
 

21.

Quem NÃO deve se vacinar?

^ início

 
 

A vacina é contra-indicada para:

• crianças menores de 6 meses de idade;
• pessoas com baixa imunidade transitória ou permanente causada por doenças (neoplasias, AIDS e infecção pelo HIV com comprometimento da imunidade) ou tratamentos (drogas imunossupressoras acima de 2mg/kg/dia por mais de 2 semanas, radioterapia etc.);
• mulheres grávidas; e
• quem tem alergia a ovo de galinha e derivados.

 
     
 

22.

A vacina não pode ser tomada por pessoas com baixa imunidade. Isso quer dizer que quem esteve doente há pouco tempo não pode tomar?

^ início

 
 


      A vacina não é recomendável para pessoas que estão com baixa imunidade, ou seja pessoas cuja defesa do organismo está em baixa. Para quem esteve doente, depende de avaliação médica.

 
     
 

23.

Como avaliar quem tem ou não baixa imunidade?

^ início

 
 


      Geralmente, o diagnóstico é feito por médicos que acompanham os pacientes. São, por exemplo, pessoas que estão em tratamento de câncer e tomam drogas como corticóides com dosagens elevadas. Essa avaliação deve ser feita por especialistas.

 
     
 

24.

O que devem fazer as pessoas que não podem se vacinar, como as gestantes e quem tem alergia a ovo?

^ início

 
 


      Devem, acima de tudo, procurar orientação médica. Em caso de não ter como evitar a permanência em áreas silvestres, a pessoa deve reforçar o uso de repelentes.

 
     
 

25.

Quem está tentando engravidar pode tomar a vacina?

^ início

 
 


      Não sendo indicada a vacina para gestantes, quem está tentando engravidar já pode estar grávida e, assim, não pode tomar a vacina nesse período.

 
     
 

26.

Há algum tipo de doença (hipertensão, diabetes, ou outra) que restringe a vacinação?

^ início

 
 


      Nessas condições citadas, não existem contra-indicações para a vacinação.

 
     
 

27.

Quem toma a vacina pode tomar qualquer tipo de medicamento depois?

^ início

 
 


      Não foram constatados problemas em relação ao uso de medicamentos depois da imunização, mesmo considerando remédios controlados.

 
     
 

28.

Se for ingerida bebida alcoólica nas 24 horas anteriores ou seguintes à vacinação, a vacina não terá efeito?

^ início

 
 


      Não. Não há problema de associação de álcool com a vacina.

 
     
 

29.

A vacina pode provocar alguma reação adversa?

^ início

 
 


      Sim. Como qualquer medicamento, pode provocar reações adversas como dor de cabeça, febre, mal estar ou reações no local da injeção. Mas esses efeitos são raros.

 
     
 

30.

Deve-se evitar fazer movimentos bruscos com o braço depois da vacinação?

^ início

 
 


      Não. Não deve haver nenhuma preocupação do tipo após a vacinação.

 
     
 

31.

Existe a necessidade de algum jejum (de comida ou mesmo bebida alcoólica) antes ou depois de tomar a vacina?

^ início

 
 


      Não há qualquer recomendação nesse sentido.

 
     
 

32.

Faltando dois meses para vencer a vacina, a pessoa deve tomá-la novamente? A imunização é 100% garantida no período de 10 anos ou a eficácia da vacina diminui na medida em que o tempo vai passando?

^ início

 
 


      A vacina tem cobertura total de 10 anos. Mas não há problema em repetir a vacina caso faltem dois meses para vencer os 10 anos.

 
     
 

33.

Uma pessoa sabe que há oito anos tomou algumas vacinas, mas não se lembra se entre elas está a de febre amarela. Ela pode se vacinar novamente?

^ início

 
 


      Na dúvida, estando em área de risco, a recomendação do Governo Federal é para se vacinar.

 
     
 

34.

Se a pessoa perdeu o cartão de vacinação, ela pode ir ao posto se vacinar?

^ início

 
 


      Sim.

 
     
 

35.

E os hospitais, também estão vacinando?

^ início

 
 


      Depende da organização dos serviços em cada município e em cada cidade. Em alguns hospitais há salas de vacinas. Mas geralmente as salas de vacinação estão nas unidades básicas de saúde da família.

 
     
 

36.

Viajarei para um dos Estados considerado área de risco, mas ainda não fui vacinado. O prazo de 10 dias para imunicação deve ser levado à risca, ou eu poderia ter o efeito em menos dias?

^ início

 
 


      A proteção é progressiva e pode ocorrer antes do prazo determinado. Porém, é mais seguro respeitar o prazo de 10 dias antes de viajar.

 
     
 

37.

Como fica a situação das famílias que estão viajando com bebês que têm entre seis meses e um ano? Nacionalmente, é recomendada a vacinação contra febre amarela a partir de um ano de idade. Mas, em alguns Estados considerados área de risco, este limite foi antecipado para seis meses. Os bebês que têm entre seis meses e um ano e estão viajando para estes locais poderão ser vacinados em outros Estados antes da viagem?

^ início

 
 


      Depende da região em que essa criança se encontra. Se ela está em região em que a indicação é a vacinação a partir de seis meses, como em Goiás e DF, então ela deve vacinar somente se tiver mais de seis meses de idade.

 
     
 

38.

Pessoas que farão viagens internacionais e não tomaram vacina antecipadamente podem ser impedidas de viajar por não estar em dia com a vacina?

^ início

 
 


      Sim. Se o país para o qual ele se dirige exige a vacinação. Nem todos exigem essa vacinação. A publicação é feita anualmente na página da Organização Mundial de Saúde (OMS) e também na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Nem todos os países exigem, mas se você não está com a vacina em dia, você corre o risco de voltar sim.

 
     
 

39.

A vacina está em falta na cidade onde moro. O que eu faço, já que tenho viagem marcada para um local tido como área de risco?

^ início

 
 


      Aguarde um pouco. É imprescindível que você receba a vacina antes de viajar.

 
     
 

40.

Acabo de retornar de um município que registrou casos de febre amarela. Seria bom tomar a vacina agora, ou é desnecessário?

^ início

 
 


      Seria desnecessário. Se não houver transmissão de febre amarela no seu local de residência, não há necessidade, visto que a vacina deve ser tomada pelo menos 10 dias antes da exposição ao vírus (em áreas de transmissão) para que pudesse ter efeito.

 
     
 

41.

Há realmente necessidade de preocupação, afinal, a febre amarela não estava erradicada?

^ início

 
 


      Não há registro de casos urbanos da febre amarela desde 1942, porém, o vírus permanece em circulação nas áreas de matas. O perigo é iminente devido a proliferação do mosquito transmissor, o Aedes aegypti, nos centros urbanos. Por ação preventiva, o Ministério da Saúde acompanha todas as mortes registradas de macacos, que são hospedeiros dos vírus. Para proteger a população, as autoridades estão promovendo campanhas de vacinação e conscientizando a população sobre a importância dos cuidados que devemos ter para que a doença não chegue à área urbana.

 
     
 

42.

Há o risco da doença se espalhar para grandes centros urbanos?

^ início

 
 


      Existe uma grande "barreira sanitária" montada pelo Ministério da Saúde, estados e municípios contra a urbanização da febre amarela. A vacinação é uma mostra deste esforço. Em regiões de risco, a medida atinge mais de 90% da população. Outra mostra é o monitoramento das mortes de macacos.

 
     
 

43.

Qual a diferença entre a febre amarela e a dengue, pois ambas são transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti?

^ início

 
 


      Dr. Pedro Vasconcelos, chefe da Seção de Arbovirologia e Febres Hemorrágicas do Instituto Evandro Chagas explica os modos e mecanismos de transmissão da febre amarela e do dengue:

Febre amarela: é uma doença viral que possui dois ciclos de transmissão - febre amarela urbana e febre amarela silvestre. Na febre amarela urbana o vírus amarílico é transmitido pela picada do mosquito Aedes aegypti que vive no domicílio e peridomicílio das áreas urbanas (daí o nome febre amarela urbana). Na febre amarela silvestre o vírus é transmitido pela picada de diversos mosquitos silvestres (daí o nome de febre amarela silvestre), principalmente pelo Haemagogus janthinomys, mas também por vários outros mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes.

Dengue: É uma doença viral transmitida em ambientes urbanos pela picada de mosquitos Aedes aegypti. Portanto, sempre em ambientes urbanos. Não existe no Brasil (pelo menos até o momento) transmissão silvestre de dengue. Portanto, em tese, o Aedes aegypti não pode se infectar com vírus dengue em um macaco, já que esses vírus ocorrem em áreas urbanas e acometendo somente humanos. Os macacos vivem em ambiente silvestre, enquanto os mosquitos Aedes aegypti habitam ambientes urbanos.

 
     
 

44.

Um mosquito picando um macaco contaminado com febre amarela pode transmitir dengue?

^ início

 
 


      "Esta preocupação é pertinente", concorda Dr. Pedro Vasconcelos. "Pois, em tese, seria possível que excepcionalmente Aedes aegypti se infectasse ao picar macacos ou pessoas infectadas com o vírus da febre amarela (que circula no Brasil apenas em seu ciclo silvestre), procedentes de áreas silvestres/florestais, podendo daí ser iniciada transmissão urbana da febre amarela. Felizmente esse risco é mínimo, pois ações de saúde pública impedem isto de ocorrer, pois a população sob risco de febre amarela (nas áreas endêmicas) se encontra quase que toda vacinada, o que impediria que uma eventual transmissão urbana se sustentasse, como acontece com o dengue (para qual não se dispõe de vacina), ocorrendo epidemias anuais em particular durante o período chuvoso, que ocorre no primeiro semestre no Brasil".

 
     
 

45.

Por se tratar do mesmo mosquito transmissor da dengue, a vacina contra febre amarela serve de prevenção também para dengue?

^ início

 
 


      Apesar de terem o mesmo mosquito como transmissor, ele pode ser portador de vírus diferentes, como o da dengue e o da febre amarela. A vacina é desenvolvida para cada vírus em particular. Assim, a vacina da febre amarela não protege contra dengue.

 
     
 

46.

Existe alguma relação entre o retorno da febre amarela com o aquecimento global? O aumento de temperatura e uma maior freqüência de chuvas não podem acelerar o processo de reprodução do mosquito e provocar epidemia?

^ início

 
 


      Nesse momento, não se pode culpar o aquecimento global pelo que está acontecendo no Brasil. Mas, quando há aumento de temperatura, aumenta consequentemente a quantidade de chuvas e isso tem influência no aumento da população dos mosquitos , que são os vetores da doença.

 
     
 

47.

Como podemos evitar a proliferação do mosquito Aedes aegypti nos centros urbanos?

^ início

 
 


      A primeira medida é impedir que água limpa fique acumulada em locais como caixas d’água, cisternas, latas, pneus, cacos de vidro e vasos de plantas, pois é nela que o mosquito deposita os ovos, que se transformarão em larvas e, depois, em mosquitos adultos. Eis algumas maneiras para evitar o acúmulo de água parada:

1- Encha de areia os pratinhos que são colocados abaixo dos vasos de plantas;
2- Jogue no lixo qualquer objeto que possa acumular água, como garrafas e latas;
3- Mantenha a caixa d’água fechada, assim como tonéis e barris;
4- Lave com escova e sabão garrafas e jarras utilizadas para guardar água;
5- Despeje o lixo em sacos plásticos, porém nunca em terrenos baldios;
6- Não deixe água acumulada nas lajes ou calhas;
7- Trate adequadamente a piscina com cloro; e
8- Guarde as garrafas, baldes ou latas vazias de cabeça para baixo.

 
     
 

48.

Como se caracteriza uma epidemia de febre amarela? Quantas pessoas precisam ser identificadas com a doença?

^ início

 
 


      A epidemia não se restringe a uma área. Considera-se epidemia quando a doença atinge uma grande parte de municípios, de um estado, outras áreas territoriais e às vezes até de outros estados.

 
     
 

49.

Outros mosquitos que também transmitem febre amarela (mas na zona silvestre) reproduz-se da mesma forma que o Aedes aegypti, ou seja, em água parada? Como podemos prevenir a reprodução desses mosquitos?

^ início

 
 


      O Aedes aegypti é o transmissor da febre amarela nas cidades. Mas a febre amarela que temos hoje no Brasil é a de transmissão silvestre, transmitidas pelos vetores silvestres chamados Haemagogus e Sabethes. Prevenir esse mosquito é impossível porque faz parte da natureza e são seres silvestres. A reprodução desses mosquitos está mais ligada ao ambiente silvestre.

 
     
 

50.

Onde posso obter mais informações sobre a febre amarela?

^ início

 
 


      Se você ainda tiver dúvidas ou desejar obter mais informações sobre febre amarela, envie um e-mail para contato@iec.pa.gov.br ou entre em contato com a Seção de Arbovirologia e Febres Hemorrágicas do Instituto Evandro Chagas:

Instituto Evandro Chagas/SVS/MS
Seção de Arbovirologia e Febres Hemorrágicas (SAARB)
Laboratório de Referência Nacional para Febre Amarela
Av. Almirante Barroso 492, Marco – 66090-000
Belém – Pará – Brasil
Tel.: (91) 3217-3165
Fax: (91) 3226-5262
E-mail: saarb@iec.pa.gov.br

 
 
  FONTES

^ início

 
     

BRASIL. Ministério da Saúde. Febre amarela: perguntas e respostas. Disponível em: <http://bvsms.saude.gov.br/bvs/febreamarela/perguntas.php>. Acesso em: 1 abr 2008.

BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Doenças Infecciosas e Parasitárias: guia de bolso. 4. ed. Brasília, 2004. 332 p. (B. Textos Básicos de Saúde).

BRASIL. Ministério da Saúde. Tópicos de Saúde - F: febre amarela. Disponível em: <http://portal.saude.gov.br/portal/svs/visualizar_texto.cfm?idtxt=21692>. Acesso em: 12 fev 2008.

O GLOBO ONLINE. Leitores tiram suas dúvidas sobre vacinação e transmissão da febre amarela. Disponível em: <http://oglobo.globo.com/vivermelhor/mat/2008/01/ 10/leitores_tiram_suas_duvidas_sobre_vacinacao_transmissao_da_febre_amarela-327953480 .asp>. Acesso em 10 jan 2008.

MARTINS, Fernando S. V.; CASTIÑEIRAS, Terezinha Marta P. P. Confirmação laboratorial do diagnóstico de febre amarela. Dispoível em: <http://www.cives.ufrj.br/informes/fam/fad-lab.html>. Acesso em: 1 abr 2008.

VARELLA, Drauzio. Sintomas da dengue e da febre amarela. Disponível em: <http://drauziovarella.ig.com.br/entrevistas/dtropicais4.asp>. Acesso em 1 abr 2008.

VASCONCELOS, Pedro Fernando da Costa; TRAVASSOS DA ROSA, Amélia Paes de Andrade; PINHEIRO, Francisco de Paula; DEGALLIER, Nicolas; TRAVASSOS DA ROSA, Jorge Fernando Soares. In: LEÃO, Raimundo Nonato Queiroz de (Coord.). Doenças infecciosas e parasitárias: enfoque amazônico. Belém: CEJUP; Universidade Federal do Estado do Pará; Instituto Evandro Chagas, 1997. cap. 17, p. 265-284.

 
 
  ELABORAÇÃO

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Biblioteca do Instituto Evandro Chagas, em colaboração com o Dr. Pedro Vasconcelos e a Dra. Sueli Rodrigues, pesquisadores do Laboratório de Referência Nacional para Febre Amarela da Seção de Arbovirologia e Febres Hemorrágicas do Instituto Evandro Chagas.

 
     
     
     

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